quarta-feira, 18 de novembro de 2009

in Madeira & World evolui para Madeira Travel News












A actividade que vinha mantendo neste blogue está suspensa, por enquanto e por vontade própria por ter evoluído para o portal/site Madeira Travel News.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Conceição Estudante: "A Madeira soube antecipar"

“Cada um de vós contribuiu para a evolução e para o enriquecimento e a consolidação do destino Madeira”. As palavras foram proferidas ontem por Conceição Estudante, secretária regional do Turismo e Transportes, depois de terem sido entregues as 29 medalhas de mérito turístico a entidades e personalidades na Região Autónoma da Madeira. Vinte são de prata e nove de ouro.
Perante um salão nobre do Governo Regional cheio e com a presença do vice-presidente João Cunha e Silva, de quatro secretários regionais e da directora regional do Turismo, a governante realçou que cada um dos medalhados marcou a sua diferença e a sua singularidade no projecto conjunto que “foi a transformação da Madeira num destino de excelência”.

Num destino que diz ser completo e multifacetado e um produto de qualidade reconhecida nacional e internacionalmente.Por isso, revelou que esta iniciativa será para repetir nos anos sequentes. Tal como este ano, integrado no Dia Internacional do Turismo, que se realiza anualmente a 27 de Setembro.
A intenção, sublinha, é homenagear os esforços dos muitos profissionais que “são e serão sempre imprescindíveis para o sucesso do destino”.No grupo dos 29 que receberam a medalha, Conceição Estudante chamou à atenção para o facto de 10 deles terem chegado à Madeira de nove países europeus diferentes. “Chegaram e foram ficando” ao ponto de hoje serem “todo madeirenses de coração”.

O destino Madeira criou o seu espaçoNoutro ponto, a secretária regional evidenciou que o destino Madeira fez o seu percurso. “Criou o seu espaço” e “cresceu”. Além disso referiu que ganhou maturidade e consolidou-se com uma vocação que diz ser inequivocamente europeia. Mais adiantou que em alguns mercados o destino já conseguiu atingir consistência, constância e fidelização, traduzidas numa alta taxa de repetição e num grau de satisfação continuamente elevado.

Em relação aos mercados emergentes da Europa central e de leste sublinha que a Madeira começa a criar imagem. “Em todos se lhe reconhece qualidade”, frisa.Lembrou igualmente que os investimentos do Governo Regional em áreas cuja transversalidade produz efeitos imediatos e directos no turismo “têm sido fundamentais para a criação de melhores condições que permitam o crescimento”. Neste âmbito apontou as infra-estruturas aeroportuárias e portuárias, a rede de estradas e vias rápidas, a aposta no ambiente e na recuperação urbana, a sustentação das actividades educativas e culturais, o desenvolvimento de políticas de integração e de apoio aos mais desfavorecidos e a valorização da pessoa humana.
Realidades que, diz, “acabaram por eliminar progressivamente as grandes disparidades económicas e sociais que existiam há 40 anos e estabeleceram um clima de paz social”.Conceição Estudante aproveitou igualmente a oportunidade para referir que nos últimos dois anos, “soubemo-nos antecipar. Lançámos novos projectos. Investimos, de forma clara e inequívoca em mercados que, de alguma forma, compensassem as quebras dos mercados ditos tradicionais, como foi o caso da aposta no turismo interno e nos países da Europa central e de leste”.Além disso, aponta que o turismo da Madeira requalificou o produto, intensificou a sua divulgação e, sobretudo, “soubemos retirar partido das transformações ocorridas em matéria de transportes, apoiando e dinamizando a maior abertura da Madeira ao exterior e a sua acessibilidade aos mercados”.

Luigi Valle: "Podem contar connosco"

Embora tenha falado antes de Conceição Estudante, secretária regional do Turismo e Transportes, Luigi Valle, administrador do Grupo Pestana, e um dos nove medalhados de ouro pelo mérito turístico da Região Autónoma da Madeira terminou o seu discurso em nome de todos, em consonância com o que a governante havia dito que cada um contribuiu para a evolução e para o enriquicimento e a consolidação do destino Madeira.
Luigi Valle deixou claro que Conceição Estudante pode “continuar a contar com a nossa colaborante disponibilidade, empenho e com o amor que temos em sermos agentes interventivos e criativos da concretização daquele objectivo, que é comum ao sector público e ao sector privado, levando a que o Turismo da Madeira, continue a ser uma referência inquestionável a nível nacional e internacional”.
Evidenciou ainda que o Turismo é dos sectores económicos mundiais que nos últimos decénios teve crescimentos anuais constantes.
Neste domínio, sublinhou que num período de crise económica e financeira, como aquele que “estávamos/estamos” a viver, desde meados do ano passado, “é de salientar, mesmo assim, a “nossa” comparticipação na criação de riqueza, no desenvolvimento de iniciativas de responsabilidade dos segmentos corporate, grupos e Mice, como na satisfação das necessidades de divertimentos pessoais, ultrapassou largamente outras actividades produtivas”. Mais evidenciou que há que reconhecer que, além dos aspectos relacionados com o lazer, o turismo tem componentes de sensibilização através da sustentabilidade, do ambiente, da cultura e da animação.

Quem recebeu a Medalhda de Mérito

Quem recebeu a Medalha de Mérito

A atribuição da Medalha de Mérito Turístico foi atribuída ontem às seguintes entidades e personalidades:

Medalha em Ouro
- Ângela Maria Rita de Cássia Mendes da Silva Figueira
- Artur José Moreira Ferreira (título póstumo)
- Associação dos Carreiros do Monte
- Escola de Samba Caneca Furada
- José Arlindo Nóbrega de Freitas
- José Manual Aguiar Nunes
- Maria de Lurdes Figueira da Silva Fernandes
- Pietro Luigi Valle
- Salvatore Spinelli

Medalha em Prata
- Alexandrino Pestana Fernandes Leitão
- Alida Deen Luís Bernardes
- Arja Elisa Kemppainen
- Daniel Rodrigues
- Eva Ekevik Balkin
- Eva-Kari Manson Sardinha
- Ewa Svensson
- Gun Anita Jardim
- Ingrid de Sousa
- Jette Bendix Rodrigues
- João de Deus Gonçalves de Sousa
- José Alberto da Silva Gonçalves
- José Guilherme Gaspar
- José Silvestre Gomes Aguiar
- Lynne Valerie Mellor de Sousa
- Manuel Sá Câmara
- Marie-José Mulders
- Rui Alberto Pinto Gomes
- Rui Manuel Fernandes Rosa
- Suzette Alves

madeira Rural realiza segunda conferência

A Madeira Rural - Associação de Turismo em Espaço Rural, organiza no próximo dia 23 de Outubro a II Conferência intitulada “Turismo em Espaço Rural e o Desenvolvimento Sustentável”, no Auditório do Museu Casa da Luz pelas 14 horas.Segudno a Associação, “ o Turismo em Espaço Rural (TER) é hoje considerado um sector importante no desenvolvimento económico, social e na preservação do património cultural das comunidades rurais”, pelo que o TER “nasce da necessidade de se ter espaços que apresentem poucas interferências da sociedade urbana, ou seja, espaços que ainda possuem características rurais ou estruturas que eram utilizadas para a produção agrícola. Esse espaço da prática do turismo rural deve contemplar, também, ambientes com aspectos naturais relevantes”. As inscrições são gratuitas, mas limitadas à lotação do auditório.

Comoboio renasce entre o Monte e o Terreiro da Luta

Com o processo de expropriações em curso pela Câmara Municipal do Funchal da antiga estação no Largo da Fonte e de algumas parcelas correspondentes ao itinerário até ao Terreiro da Luta, está iniciado o processo de execução do projecto do Comboio do Monte.
O empreendimento, avaliado em 6,5 milhões de euros, deverá estar no terreno no primeiro trimestre de 2010, contempla a construção de um funicular que ligará as estações do Monte e do Terreiro da Luta, com capacidade para 60 passageiros.

O presidente da âmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque considera que o Comboio do Montem é um empreendimento que «constitui uma homenagem ao engenheiro Pinto Correia que esteve connosco no lançamento do então teleférico para o Monte, na altura bastante contestado, mas que tem sido um sucesso».
O objectivo do projecto, segundo os promotores, que adquiriram recentemente a Quinta do Terreiro da Luta, passa pela revitalização da freguesia do Monte e pela recuperação histórica do Comboio do Monte que funcionou desde 1893 e 1943.

Fernando Gouveia, presidente da “Teleféricos da Madeira”, um dos promotores do Comboio do Monte, realçou na apresentação do projecto, esta semana, que neste empreendimento turístico «há uma conjugação de interesses da sociedade madeirense, da história e da memória do Comboio do Monte, da iniciativa privada e pública, pelo que este é um bom exemplo de como, em conjugação de esforços, os objectivos são alcançados».
Com intuito de reproduzir mais fielmente as características típicas da época, os promotores optaram por adquirir a Quinta do Terreiro da Luta, desistindo do projecto de construção na zona de uma nova estação.

O antigo Comboio do Monte, constituído por uma máquina a vapor, puxado por cremalheira e composto por uma carruagem de passageiros, é uma referência histórica e cultural da Madeira. Inaugurado em 1893 ligou o Funchal ao Monte e mais tarde prolongou-se ao Terreiro da Luta, percorrendo 3.850 metros de linha até uma altitude de 850 metros.
Passageiros notáveis viajaram no comboioEntre os passageiros notáveis que viajaram no Comboio do Monte, destaque para o Rei de Portugal, D. Carlos de Bragança, a Rainha D. Maria Amélia de Orleans e Bragança, na sua viagem à Madeira em 1901 e Fernando Pessoa, então com sete anos, acompanhado pela mãe, quando passou pela Região a caminho da Cidade do Cabo, na África do Sul.

A bordo do comboio, esteve ainda, em 1921, o então Presidente da República, António José de Almeida. Apesar de algumas vicissitudes, como o aumento do preço do carvão de pedra, ou a primeira guerra mundial, com as consequentes reduções drásticas do fluxo de turismo, ou ainda a explosão de uma caldeira em 1919, o comboio permaneceu em funcionamento até Maio de 1943, em plena Segunda Guerra Mundial.

Percurso entre o Monte e o Terreiro da LutaO actual comboio fará o percurso original, apenas entre o centro da freguesia e o Terreiro da Luta. Trata-se de um funicular moderno, que será conduzido por um maquinista como se tratasse de um eléctrico, composto por uma carruagem plana de modo a permitir o conforto dos passageiros.

O projecto apresentado publicamente aponta para uma carruagem com acabamentos que reflectem o ambiente e características típicas da época do comboio original. No interior predomina a madeira pintada e envernizada, armaduras de iluminação em latão e vidro e os cortinados riscados. Exteriormente, a carruagem apresenta uma pintura de cor vermelho escuro com molduras em amarelo dourado.

Estação será recuperada e ampliada

A Estação do funicular do Monte situada no Largo da Fonte está actualmente em avançado estado de degradação, devendo ser recuperada e ampliada, para receber os serviços da estação, acomodar uma casa de chá e uma loja comercial.O projecto da estação prevê que no edifício seja criada uma decoração alusiva ao princípio do século XX, de modo a proporcionar aos visitantes um ambiente o mais próximo possível do original. Nesta obra, será recuperado o alpendre original da estação e a sala de espera dos passageiros, que estarão localizados no 1.º piso do edifício juntamente com a bilheteira. No piso térreo, virada para o Largo da Fonte ficará instalada a sala de chá com uma esplanada no exterior e uma loja para venda de produtos da empresa Comboio do Monte.Por seu turno, a estação do Terreiro da Luta ficará situada junto à quinta, onde em 1912 foi inaugurado o restaurante “Esplanada”, no terminal da linha férrea.
O projecto contempla a recuperação dessa zona, hoje dotada de amplos restaurantes. Envolta em área florestal diversificada, da Quinta do Terreiro da Luta é possível ter uma vista soberba sobre o Funchal. No jardim pontua uma escultura de Francisco Franco representativa de João Gonçalves Zarco.

Moradores do Monte satisfeitos com projecto

O presidente da Junta de Freguesia do Monte, José António Pestana, não tem dúvidas em afirmar que o empreendimento constitui «uma mais-valia para o turismo que visita a Madeira e em particular o Monte». O autarca regogizou-se com a apresentação do projecto realizada esta semana, sinal de que o processo está em andamento. Por outro lado, visto os promotores do Comboio do Monte conheceram bem a realidade e as potencialidades da freguesia, José António Pestana considera que o funicular «será um sucesso, enriquecendo o património turístico do Monte, não apenas com a recuperação do edifício da estação como da própria dinâmica que o investimento representa para o comércio local».

Outras opiniões, recolhidas pela nossa reportagem vão de encontro à ideia defendida pelo presidente da junta. Eduardo Pereira, reformado, considera que o projecto «vai ser muito bom para o turismo para revitalizar toda esta zona do Largo da Fonte». Na óptica do nosso interlocutor, o comboio será «um bom complemento ao teleférico», defendendo, por outro lado, que a partida do comboio fosse a partir da zona do Colégio do Infante, possibilitando a passagem pela ponte junto ao Largo da Fonte.Pelo mesmo diapasão, afinou“Manaca”, trabalhador de hotelaria, residente no Monte.
«A ideia do Comboio do Monte é muito boa e será excelente para o turismo», realçou. Porém, refere que seria uma mais-valia para a freguesia, complementando os novos projectos, a criação de um posto de informação de Turismo. A este propósito, Eduardo Pereira considera que seria mais útil ter agentes de informação turística volantes e não sedeados num posto fixo. Tal como referiu, muitos turístas que chegam no teleférico, sabem da existência de alguns atractivos do Monte, mas, muitas vezes desconhecem a sua localização.

in Jornal da Madeira (Miguel Fernades)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Os números da Pullmantur na Madeira

A operação da Pullmantur na Madeira saldou-se pela passagem pelo porto do Funchal de 20.884 passageiros em trânsito nas 24 escalas que os navios do operador espanhol realizaram entre 10 de Abril e 18 de Setembro do corrente ano.
A adicionar a este número, os dados fornecidos pela JMF Shipping, que agenciou os dois navios durante a operação na região autónoma, há a registar os cerca de 1.000 passageiros, maioritariamente madeirenses, que embarcaram no Funchal.
Para sermos mais precisos, embarcaram 973 passageiros e desembarcaram 986.No caso concreto do Atlantic Star, que efectuou os cruzeiros semanais entre 10 de Abril e 29 de Maio, verificamos que, no que concerne aos passageiros em trânsito a primeira viagem foi aquela que reuniu mais pessoas: 1.201. Nas duas viagens seguintes caiu para 410 e 390, respectivamente.

No primeiro de Maio recuperou ligeiramente para 727 passageiros. Mas, nas seguintes, voltou a tropeçar, com 352, 442, 493 e 649 passageiros.

Em relação ao Pacif Dream, que iria fazer as 16 viagens seguintes, verificamos que até chegar ao Verão, tirando as escalas de 12 de Junho, com 1.150 passageiros, e a de 26 de Junho, com 1.206 passageiros, andou sempre com ocupações muito abaixo da capacidade máxima do navio.A partir da última viagem de Julho, que já teve 1.332 passageiros em trânsito podemos dizer que ouve um movimento ascendente, até terminar com 725 passageiros na última viagem.

A média das 24 viagens foi de 870,2 passageiros por semana.

Quanto aos passageiros embarcados na Madeira, o pico aconteceu com o Pacific Dream a 21 de Agosto, com 93 passageiros. A média por cruzeiro foi de 40,4 passageiros. Quanto a desembarques o máximo de toda a operação aconteceria na viagem de 28 de Agosto com 96 passageiros. A média foi de 41,1 passageiros por cruzeiro.Uma nota para referir que a Pullmantur Cruises não deverá realizar a escala à Madeira na operação do próximo ano, com a substituição do Funchal por Málaga, em Espanha.

Luigi Valle recebe Medalha de Mérito Turístico

Luigi Valle é uma das nove personalidades e entidades distinguidas pelo Governo Regional da Madeira com a Medalha de Ouro de Mérito Turístico. Depois de, em 2007, ter sido distinguido com a Medalha de Prata, pelo Secretário de Estado do Turismo, Luigi Valle é agora reconhecido, com Ouro, pelo empenho e empreendedorismo que tanto tem contribuído para a valorização e desenvolvimento do sector turístico da Região Autónoma da Madeira.

Luigi Valle é Administrador do Grupo Pestana, grupo onde ingressou em 1978, assumindo desde Janeiro de 2006 a responsabilidade transversal das operações hoteleiras em todas as zonas geográficas em que o Grupo Pestana - Hotelaria está presente. Desde Janeiro de 2009 é também Presidente do Conselho de Administração do Grupo Pestana na América do Sul.


Ao longo da sua carreira profissional desempenhou durante largos anos funções na Associação Comercial e Industrial do Funchal, foi Presidente da Associação Portuguesa de Casinos e da Associação Europeia de Casinos. Actualmente é Vice-Presidente da Confederação do Turismo de Portugal.


Cônsul honorário de Itália no Funchal desde 1982, Luigi Valle recebeu anteriormente outros títulos honoríficos, nomeadamente, Cavaleiro da Ordem de Mérito e Oficial da Ordem de Mérito da República Italiana e Cavaleiro da Real Irmandade de S. Miguel da Ala. Em 2007 o Embaixador de Itália entregou a insígnia de Comendador da ‘Stella della Solidarietà’ atribuída pelo Presidente da República de Itália a Luigi Valle.

Pestana na lista dos melhores

O Grupo Pestana encontra-se entre os finalistas dos World Travel Award 2009. O Pestana Carlton Madeira é o único nomeado português entre os Melhores Hotéis de Luxo da Europa (Europe's Leading Luxuary Hotels) e o Pestana Casino Park figura na lista dos melhores Hotéis de Casino da Europa (Europe´s Leading Casino Hotel).
O Pestana Palace está novamente nomeado na categoria Leading Hotel de Portugal, prémio que já conquistou em 2007 e 2008.
Os WTA foram criados em 1993 e são considerados os “óscares” do Turismo, sendo os mais abrangentes e prestigiados prémios do sector, cujos resultados são ditados pela votação online de milhares de profissionais ligados ao turismo em todo o mundo. As votações para os nomeados terminaram a 14 de Agosto, sendo os vencedores anunciados durante a cerimónia que decorre em Óbidos a 17 de Outubro.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Madeira de estreias em 2010

O porto do Funchal vai acolher novas rotas em 2010 e em 2011, tais como a da Aida que sai de Las Palmas, a da Ibero Cruceros e a operação que a TUI vai iniciar, uma vez que tem havido muita procura junto daquele operador alemão, sublinha Bruno Freitas, presidente dos Portos da Madeira, que acaba de regressar de Hamburgo, na Alemanha, onde participou na feira do Seatrade Europe.
Um dos novos cruzeiros vai ser feito com o Grand Voyager, da Ibero Cruceros, que começa a efectuar viagens semanais a partir de Abril de 2010.
A 11 de Novembro começa a realizar circuitos o Mein Schiff, da Tui Cruises. Em relação à feira magna do sector, Bruno Freitas diz que não pode deixar de fazer um balanço “francamente positivo”.
Revela que no Seatrade Europe que decorreu entre 15 e 17 do corrente mês, os Portos da Madeira reuniram com companhias que regularmente visitam o Funchal e o “feedback foi positivo no que concerne às escalas programadas para o ano 2010”.
Mais acrescentou que não haverá diminuições nas escalas previstas para o Porto do Funchal. Além disso, refere que, com a nova gare e “com as melhores condições que vamos oferecer, as companhias mostraram-se receptivas ao incremento de operações de turn-around”.Bruno Freitas acentuou que aproveitou o Seatrade para reforçar o interesse dos Portos da Madeira junto das companhias em esbater a sazonalidade. Para isso, foram divulgados alguns motivos de interesse turístico como forma de incentivo aos cruzeiristas para visitarem a região autónoma no Verão.
Num balanço de mais uma edição do Seatrade, Bruno Freitas disse ao Jornal da Madeira que os agentes madeirenses que também participaram no certame haviam evidenciado que o mercado está em expansão.
E, neste âmbito, admitem que a Madeira poderá estar a beneficiar do facto do mercado americano estar em baixa, levando muitas companhias a reposicionarem navios no Mediterrâneo e nesta área do Atlântico.
Quanto ao relacionamento com os portos portugueses diz que foi também reforçado, “decidindo-se que no próximo Seatrade Miami, os Portos da Madeira estarão também ao lado da Promoção dos Portos Portugueses, relevando o interesse estratégico deste sector no contexto da economia nacional”.

Bernardo Trindade: República apoiou Madeira com 57 milhões

O cabeça de lista do PS pela Madeira à Assembleia da República, Bernardo Trindade, defendeu hoje o trabalho desenvolvido pelo Governo da República em prol do sector do turismo na Região.
“Enquanto o dr. Guilherme Silva e o dr. Hugo Velosa se entretinham em Lisboa com a constituição, o Governo da República e a Secretaria de Estado do Turismo apoiaram a Madeira nesta legislatura em 57 milhões de euros em incentivos financeiros”, afirmou Bernardo Trindade.
O candidato recordou ainda do 500 milhões de euros disponibilizados às empresas através da linha de crédito criada pelo Governo e os apoios do programa de intervenção para o turismo que ascenderam a 1,5 milhões de euros.
Bernardo Trindade considera ser sobre este trabalho que os madeirenses devem avaliar e se pronunciar nas legislativas.
O número um do PS pela Madeira à Assembleia da República sublinhou ainda a relação de “cumplicidade” estabelecida com os empresários madeirenses do sector. “Apoiar as empresas a manter o emprego foi de facto uma prioridade do Governo da República e deste secretário de Estado do Turismo”, conclui.

in Diário de Notícias (Artur de Freitas Sousa)

Madeira na Top Resa Travel Market

Entre os dias 22 a 25 de Setembro, a Madeira estará representada em mais uma edição da TOP RESA Travel Market, a mais importante feira dirigida a profissionais de turismo no mercado francês, que se realiza no Parc des Expositions de la Porte de Versailles, em Paris.
A Madeira, através da Secretaria Regional do Turismo e Transportes – Direcção Regional do Turismo, e em parceria com a Associação de Promoção da Madeira,estará presente com um Módulo de Destino (Pavilhão 7.2 - stand L057) integrado no stand de Portugal.
De 24 a 26 de Setembro, o destino Madeira está ainda representado na 17ª edição da mostra internacional de viagens - TT Warsaw Tour & Travel, a decorrer no Palácio da Cultura e Ciências em Varsóvia, um dos maiores eventos do género na Polónia e no Centro e Leste da Europa, na qual a RAM estara presente pela 4ª vez, através da SRTT/DRT, com um Módulo de Destino integrado no stand de Portugal.
O sector de MI (Meetings & Incentives) terá também uma atenção especial com a presença deste destino na feira IT&ME - Incentive Travel & Meetings Executive Show, que se realiza em Chicago, no Mc Cormick Place (South Building), E.U.A. nos dias 29 de Setembro a 1 de Outubro. A Madeira, através da SRTT/DRT e em parceria com a APM, estará integrada no stand nacional com módulos de negocios individualizados para os participantes nacionais.
A nível nacional, a Madeira será homenageada pela recriação de um dos cartazes de grande destaque internacional - Festa da flor, tema de destaque da próxima revista de teatro portuguesa a estrear no Teatro Maria Vitoria em Lisboa.
Esta peça de teatro de é da autoria da produtora Hélder Freire da Costa, com estreia prevista para o próximo dia 30 Setembro. A SRTT/DRT irá juntar-se a esta cedendo para o efeito alguns instrumentos musicais regionais, bem como a decoração do espaço com arranjos florais.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

AIDAluna estreia hoje


É esperado hoje no porto do Funchal, pelas 8 horas, o navio de cruzeiros AIDAluna, naquela que será a primeira escala à capital madeirense. À sua espera estará um rebocador do porto que, como é da praxe nestas circunstâncias, irá receber o paquete da AIDA Cruises com jactos de água.Pelas 11 horas haverá uma cerimónia a bordo para assinalar a primeira viagem, durante a qual serão trocadas lembranças entre as autoridades portuárias, o Clube de Entusiastas de Navios, e o próprio armador. Um ritual que se repete nas primeiras escalas de navios de cruzeiro ao porto do Funchal.Nesta primeira viagem, o navio viaja com 2.061 passageiros.Recorde-se que o AIDAluna regressa ao Funchal no próximo domingo, para uma série de cruzeiros semanais que se prolongarão até Abril de 2010. Ao todo, o navio tem programadas 29 escalas. Feitas as contas, se as ocupações se mantiveram semelhantes às de hoje, quando chegarmos ao quarto mês do próximo ano, contando com a viagem de hoje, terão passado pelo porto do Funchal cerca de 63 mil passageiros alemães e de países limítrofes com influência lingística germânica.Em termos de características, o navio, que viaja sob o comando de Lutz Leitzsch, desloca uma tonelagem de 69.203 toneladas. Tem 252 metros de comprimento, 32,2 metros de largura e um calado de 7,3 metros.O custo da sua construção foi de 315 milhões de euros.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

AIDAluna faz amanhã primeira escala


É esperado na próxima quarta-feita no Funchal, pelas 9 horas, o navio de cruzeiros AIDAluna. Será a primeira escala ao porto do Funchal, e a primeira de uma série de escalas semanais que passa a realizar a partir de domingo e que se prolongam até 11 de Abril de 2010.
Trata-se de um navio novo, semelhante ao AIDAbella que fez o último Inverno na Madeira, com as mesmas chegadas aos domingos, pelas 13 horas, e partidas no dia seguinte pelas 17 horas.
Assim, voltam ao centro da cidade do Funchal os grupos de turistas germânicos e dos países vizinhos como a Áustria e Suíça. Uns vêm de bicicletas, outros optam pelas segway, que lhes permitem circular igualmente pelas artérias citadinas, mas sem qualquer esforço.
O paquete da AIDA Cruises, construído nos estaleiros alemães Meyer Werft, foi lançado ao mar no dia cinco de Abril do corrente ano e baptizado em Palma de Maiorca por uma madrinha germânica, a modelo Franziska Knuppe. A primeira viagem aconteceu a 22 de Abril, data a partir da qual passou a estar ao serviço da companhia alemã, embora esteja registado em Génova, Itália.
Em termos de características, o navio, que viaja sob o comando de Lutz Leitzsch, desloca uma tonelagem de 69.203 toneladas. Tem 252 metros de comprimento, 32,2 metros de largura e um calado de 7,3 metros.
Desenvolve-se em 13 decks e tem uma velocidade de cruzeiro de 22 nós.
O AIDALuna tem capacidade para transportar 2.100 passageiros para os quais tem 601 tripulantes.
Sublinhe-se que nos invernos anteriores, os cruzeiros da AIDA Cruises se caracterizam pela elevada procura, significando isto que a lotação dos navios andam sempre muito próximo ou no limite.
O AIDAluna dispõe de 1.025 cabines, das quais 666 são exteriores e 359 interiores. Sublinhe-se que 65% das cabines exteriores têm balcão privado.
Tal como os seus “irmãos” gémeos, o navio tem um écrã gigantesco com tecnologia Led, no deck solar, à frente, onde são passados filmes, espectáculos, e eventos desportivos, o que constitui um entretenimento alternativo para os passageiros.
O spa & wellness que dispõe, numa área de 2.300 m2, são inspirados no estilo indiano.
O navio tem sete restaurantes especializados em diferentes cozinhas e11 bares.
Tem igualmente uma pista de bicicletas no deck 11.
Se tiver curiosidade em veja as câmaras online do navio.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Joe Berardo: Já gastei mais de 20 mihões na Quinta do Monte

O encontro dá-se no Museu Berardo. Perdão... No Centro Cultural de Belém, local onde o 8.º homem mais rico de Portugal tem parte da sua colecção de arte contemporânea em exposição de acesso gratuito para os portugueses e visitantes estrangeiros. Está mais magro - perdeu 18 quilos - devido a uma operação feita no início do ano, mas não perde a boa disposição nem a capacidade de atirar para todos os lados. Fortuna 'oblige!'

Há dois anos revelou num inquérito que o seu único vício era fazer amor no Verão…
Deve haver algum engano porque gosto disso a qualquer época do ano... (ri-se) Não me lembro de o ter dito, deve ter sido uma brincadeira.

Então deixemos a brincadeira. Há dias soube que a sua fortuna desceu cinco posições no ranking dos portugueses mais ricos. A notícia estragou-lhe as férias?
Não! Ouvi falar disso na rádio, mas nem me acrescenta ou preocupa. Como ouço de vez em quando falarem das listas da Forbes. Até preferia que não falassem de mim, mas é o jornalismo...

Preferia que não se falasse, porquê?
Gosto de manter a minha vida privada, e essas coisas de dizer quanto é que se vale em nada me ajudam. Até é uma chatice às vezes.

Não gosta de ter o seu nome nessa lista dos mais ricos?...
Não! Gosto é de estar relacionado com a cultura, porque acho que todos temos o dever de ajudar o cidadão a melhorar a sua vida. Esta exposição (que está no CCB) dá oportunidade para a imaginação de uma criança que a visite ultrapassar os limites. E a nossa vida, enquanto andamos por aqui, não deve ter limites. Desde que Marcel Duchamp introduziu o urinol como uma obra de arte, em 1917, que não há limites para a imaginação. O que importa falar da minha capacidade financeira quando há a arte como a desse homem?

Não se pode fazer uma colecção como a que tem no CCB sem um grande fôlego financeiro.
Claro! Costumo dizer que a cultura e as finanças vão a par e passo, e eu podia ser uma pessoa muito boa - como muitos intelectuais que têm essa coisa toda -, mas sem a parte financeira não poderia ter uma colecção que é considerada uma das melhores do mundo. É a imaginação da cultura que me dá essa possibilidade.

Desde criança que é um coleccionador compulsivo. Foram caixas de fósforos, selos e tudo o que estivesse à mão…
É verdade! A primeira colecção que comecei a fazer na Madeira foi quando ainda não tinha dinheiro. Por isso é errado quando dizem "ah, se eu não tenho dinheiro, não posso fazer nada"... Ainda tenho a minha colecção de selos que um inglês me ensinou a organizar. Depois, eram as caixas de fósforos, foram os postais de navios que iam até ao porto do Funchal, colecções que ainda devem ter algum valor monetário.

Porque é que era tão compulsivo nas colecções?
Ainda hoje não sei de onde é que herdei essa forma de ser. Nem sei se foi a influência dos ingleses na Madeira, se foram os turistas que eu recebia na empresa Madeira Wine quando lá trabalhava. Não sei.

Mas terá a ver com a sua infância?
Sim, deve ter a ver com a minha infância, mas não foi na escola que aprendi isto. Não foi…

Raramente fala do passado. Tem alguma história de infância que o tenha marcado?
Comecei a trabalhar cedo, aos 13 anos e meio, e a descontar para a Segurança Social até aos 18 anos, quando fui para a África do Sul. A minha infância foi relativamente humilde, mas com muito prazer da parte da minha mãe e do meu pai, que me educaram como puderam.

Quando estava na África do Sul, prometeu que nunca mais voltaria a Portugal.
Quando subia às montanhas da Madeira e via o horizonte, o mar ao longe e o Funchal lá em baixo, sentia uma atracção para partir e parti. Se tivesse ficado na Madeira, talvez fosse hoje um político ou um homem de negócios.

E estaria a lutar pelo poder com Alberto João Jardim...
Talvez. De qualquer modo, nunca fui muito inclinado para a política. Não sei porquê, mas acho que na política a pessoa tem que prometer e nem sempre pode cumprir. Até me lembro de uma vez em que tive uma reunião com o homem do CDS, o Manuel Monteiro, que era genro de um madeirense - o Baltazar, a quem o meu pai fazia o vinho -, que queria ajuda para o partido na Madeira. E, então, o homem disse-me que só foi para a política para transmitir a verdade e eu respondi-lhe: "veja lá que Deus Todo Poderoso prometeu tantas esperanças às pessoas e 2000 anos depois ainda há muitos que não são católicos. Eu ia lá para a política sem poder dar o que é importante às pessoas!

É por isso que o outro "deus" da Madeira, João Jardim, é bem sucedido?
Eu acho que sim. Ele tem uma coisa que é incredible, quando anda em campanha, toma nota de tudo e a primeira coisa que faz depois é cumprir as promessas. E não há outro político ou homem de negócios que faça isso.

O Governo da República também tem cumprido as promessas que lhe fez. Até cedeu este espaço no CCB…
Cedeu, não, eu é que cedi a minha colecção para estar aqui, senão estava em França! Queria fazer em Toulouse um museu de raiz para instalar a minha colecção e ainda hoje continuam a dizer que a queriam muito lá. Os franceses até me deram uma condecoração! Só para ver como as coisas são, uma parte da colecção foi exposta em França e em menos de três meses tivemos 250 mil pessoas a pagarem 12 euros para a ver. Até o ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso a foi visitar e teve que usar influências para não ficar tanto tempo nas filas.

Mas aqui, no CCB, os bilhetes são de graça!
Ninguém pode dizer que vem aqui ao CCB e não pode visitar o Museu Berardo por causa de dinheiro. O mesmo acontece no meu Jardim dos Budas, no Bombarral, e ainda há poucos dias quando estive lá, as pessoas vinham agradecer porque nunca teriam possibilidade de ir visitar os budas à China. E como estão ali, milhares de pessoas já foram lá!

Esse jardim está para si como o Rancho Neverland para o Michael Jackson.
O meu jardim é visitável e com uma perspectiva cultural, não é uma Disneyland. A ideia é que as pessoas possam ter tempo para si próprias e que seja um monumento à paz.

Porque é que optou por fazer um jardim budista em Portugal?
Foi em homenagem que resolvi fazer depois da destruição dos budas de Bamiyan, no Afeganistão. Destruíram-se ali seis mil toneladas de pedra, e eu e o meu filho decidimos fazer também seis mil toneladas de budismo, porque não há o direito cultural de se destruir uma coisa dessas, e se alguém o fizer, alguém terá que refazer. Por isso decidi fazer em Portugal, mas podia ter sido feito em qualquer parte do mundo.

Que é uma atracção turística!
O Jardim dos Budas ainda não está oficialmente aberto, mas quero que seja um monumento histórico, aonde virão pessoas de todo o mundo observar.

Teve apoio da câmara local para os budas como teve de Sócrates aqui no CCB?
Eu não pedi apoio… Até porque tenho dificuldade em fazer um plano para as minhas coisas. Se no meu jardim da Madeira, eu tivesse feito as contas antes de o começar a fazer, poderia não ter avançado. Já gastei mais de 20 milhões de euros lá…

Se fizesse antes as contas, desistia?
Era capaz de não fazer certas coisas! Se eu tivesse também feito um plano quando comecei com a minha colecção de arte, não sei até onde teria ido, porque era para gastar 500 mil euros e já vai em centenas de milhões e ainda vamos a meio caminho! Se eu tivesse tido a ideia de que iria gastar este montante em cultura, de certeza absoluta que não o teria feito. É o que eu sempre digo, temos de ter uma ideia e ir fazendo. Os planos são bons para os intelectuais, que são pessoas que não têm a minha sensibilidade pela cultura, que continuo a fazer as coisas. Quero é fazer coisas ao meu gosto e partilhá- -las com as pessoas que as visitam. Na Quinta da Bacalhoa, tive nove casos em tribunal! Hoje, é reconhecido como o melhor monumento recuperado a nível da Península Ibérica! Fizeram tanta chantagem comigo, até o Sá Fernandes pus quase contra mim. Eu não queria que as pessoas achassem que têm que abrir excepções a toda a gente para fazer coisas culturais, mas acho que tenho mostrado que o que faço não é para estragar. Até porque sem cultura teremos uma grande dificuldade em analisar o futuro.

No CCB, teve uma megarreacção.
Eu sou um outsider e não faço parte do sistema, nem na cultura nem nas finanças... Por isso é que tenho o privilégio de poder falar à minha maneira, aquela que eu aprendi com os judeus na África do Sul! E como já tenho 65 anos, sei dar valor ao que sempre aprendi: que o importante na minha vida é o dia seguinte.

Mas não gosta muito se ser contrariado nas suas vontades...
Nunca me juntei com yes man, mas sempre com pessoas que sabem mais do que eu, que são mais bonitas do que eu, que são culturalmente melhores que eu. Já me viram com alguém que eu manipulasse? Não me interessam essas pessoas! Até podia juntar-me com pessoas que faziam o que eu queria, mas não teria o sucesso que tenho. Parece que estou a brigar, mas não é, estou é sempre a extrair das pessoas o que sabem melhor que eu, senão não tem graça! Compreendo que o Mega Ferreira não goste do meu estilo, e se há uma pessoa que gosta de yes man, talvez seja ele... O Sócrates também tem pessoas que não são yes man com ele! Politicamente, não sou socialista, mas gosto de pessoas que pretendem extrair das outras o melhor, e os líderes têm que fortes para levar essa convicção avante.

O Governo socialista tem-no tratado bem.
O PS é um partido que tem feito muito pela cultura. O Durão Barroso não fez muito pela cultura, embora seja um homem da cultura. Em Portugal estão sempre com paninhos quentes a tratar a cultura. Temos o nosso Presidente da República… O Cavaco Silva também não fez muita coisa, nem ministro da Cultura ele tinha! Tinha um secretário...

O secretário de Estado, Santana Lopes.
O Santana Lopes, que conheci bem, que até foi meu sócio, que fez coisas que ainda hoje eu não percebi onde serviam a cultura. Se não fosse o [Manuel Maria] Carrilho, que também era socialista, e que atraiu muitas pessoas pela cultura, eu incluído, não sei o que teria acontecido.

Já que falamos de socialistas, o que é que acha da actuação do governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, nestes casos polémicos da banca?
O que é que quer que eu diga?! Em 1998, pus um anúncio nos jornais a revelar as minhas preocupações, e o Banco de Portugal devia ter--me chamado para perguntar a razão de o ter feito, que acordo estava eu a referir que prejudicou os outros accionistas. Como andam aqui neste conflito de interesses, não há ninguém a respeitá-lo por isso. Toda a gente pode dizer que a responsabilidade é de ninguém, que é uma coisa muito típica de Portugal. Têm dinheiro, fazem a manipulação dos mercados e ninguém age. É como o que aconteceu com o nosso querido amigo madeirense Jardim Gonçalves, um homem que recebe billions, ou roubou billions de euros aos accionistas dos bancos, e ninguém é responsável?

Pediu que fossem canceladas a reforma dele e de mais quatro administradores do BCP. Acha que vai conseguir?
Não há alternativa! As pessoas têm que ser responsáveis pelo que fazem. Neste caso, a procissão ainda vai a meio do adro.

Acha que conseguirá inverter o processo?
Não tenho dúvidas, ou a credibilidade internacional de instituições financeiras como o Banco de Portugal ou a CMVM vai ao fundo. Já fizeram um passe contra eles, agora, as coisas têm que andar mais activamente.

Porquê a lentidão na resolução dos casos?
Eu não sei! A lei é lei.

Também gostava de vender a sua participação na Zon mais rapidamente…
De momento não estou à venda, há que esperar e ver o que vai ser a definição do mercado.

O grupo Sonae anda atrás da sua parte?
Atrás de mim? Ninguém anda atrás de mim!

Gostaria de se reunir consigo, então.
Sim… Os accionistas de uma instituição têm uma coisa em comum, que é fazer mais-valia nos seus investimentos. Very simple, não é? É a lei do mercado, queremos é a melhor maneira de rentabilizarmos os investimentos.

E qual é a melhor maneira?
De momento, o mercado está murcho, está incerto. Portanto, temos que dar um tempo.

Gostou de assistir aos episódios da novela PT, TVI e Prisa pelos 30%?
Não percebi esse negócio, mas achei um pouco estranho os interesses que estavam por detrás. Para a PT ter conteúdos? Então, está a prejudicar os accionistas. Isso trazia água no bico.

O senhor, que percebe de negócios, entende porque é que Belmiro de Azevedo continua a perder dinheiro no jornal Público?
É um jornal que está a perder dinheiro, pelo menos segundo as contas, mas que tem sido ao mesmo tempo muito vantajoso e também prejudicial aos negócios da Sonae.

Vantajoso porquê?
Porque indica ou inclina os negócios.

Ficou mais amigo de Horácio Roque, agora que foram vítimas da "Operação Furacão"?
A minha relação com o Horácio Roque já vem de há 30 anos! Somos sócios, somos pessoas acostumadas a inspecções. Quando foram investigar, dissemos sempre: "Não temos nada a esconder, está tudo aberto." Acho que as pessoas têm que fazer investigação, doa a quem doer. É o trabalho deles.

Espera que isso aconteça no BCP?
Espero.

Recentemente disse que o BCP "continuava a roubar".
Não disse isso, está a dizer o que foi interpretado e que depois foi corrigido. O que eu queria dizer é que continuam, e é verdade, continuam a roubar. E o que é que eu quero dizer com isso? São os seguros que fizeram, o usufruto de pensões relacionadas com as contas que fizeram, aldrabadas, e que continuam ainda a beneficiar delas. Penso que até Setembro vai estar tudo resolvido e será um grande benefício para os accionistas.
in Diário de Notícias (João Céu e Silva)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pestana renova com MasterCard no Brasil

O grupo Pestana, principal grupo português de hotelaria, renovou pelo sétimo ano consecutivo a sua parceria com a rede MasterCard no mercado brasileiro, num acordo que prevê ações de marketing promocional para incentivar o aumento do volume de transações de compra com os cartões de bandeira MasterCard nos hotéis Pestana.
O acordo é válido até dezembro de 2009, segundo informou a rede hoteleira lusa. "O Pestana está sintonizado em ações e oportunidades vantajosas para nossos clientes. Essa parceria sólida com a MasterCard é um grande exemplo", comentou Roberto Rotter, presidente do comitê executivo de gestão do grupo Pestana para América do Sul.

in Portugal Digital

Cardoso Madeira Hotels, nova marca

É um grupo em reestruturação e consolidação da marca. A empresa J. Cardoso, que detém três hotéis no Funchal, tem nova imagem, com o lançamento ontem da identidade corporativa que passa a figurar nos hotéis Baía Azul, Alto Lido e Ajuda, todos quatro estrelas.
Assim, os responsáveis da "Cardoso Madeira Hotels" (CMH) aproveitaram a homenagem ao seu fundador, José Cardoso, realizada no Baía Azul, para anunciar um investimento de seis milhões de euros na renovação das infra-estruturas até final do 1º semestre de 2010 (o Alto Lido estará de 'cara lavada' até Fevereiro).
Filipe Bazenga Marques, gerente do grupo, anunciou para uma sala cheia de convidados - incluindo o presidente do GR - que todos os 310 colaboradores serão reintegrados nas outras unidades, enquanto uma delas estiver em obras.
Além desta boa nova em tempos conturbados, o responsável lembrou a obra de José Cardoso que criou um grupo hoteleiro que é o 4º maior da Região e pretende continuar a ser referência no turismo regional.
Tomando a palavra, Alberto João Jardim não deixou de elogiar o homenageado, "uma lenda viva" na sociedade da Madeira. "Os 'self-made man' exercem um grande fascínio, principalmente nas camadas mais jovens. Os homens que, do nada, constroem, fazem crescer, criam empregos, na minha geração faziam sempre vedetas do nosso tempo".
José Cardoso, que deixou nos filhos e netos, os seguidores de uma forma de gerir e lidar com as pessoas "exemplares", elogiou o governante, que acredita que a maior homenagem será continuarem a fazer por multiplicar o grupo empresarial.

O Grupo Cardoso Madeira Hotels, que conta com 310 colaboradores, apresentou o novo fardamento dos seus colaboradores, bem como o seu novo site , que permite reservas online. Com um total de 1234 camas distribuídas pelas diferentes unidades o grupo pretende continuar a ser uma r”eferência no turismo da Madeira”, afirmam.

in Diário de Notícias e Ambitur

domingo, 16 de agosto de 2009

Merian volta a aposta na Madeira



Quarenta anos depois da revista alemã Merian ter publicado um número sobre o arquipélago da Madeira, em Janeiro de 1969 (imagem da esquerda), a publicação volta a fazer uma edição exclusiva sobre o destino, fruto da colaboração estabelecida entre a Associação de Promoção da Madeira e a editora Jahreszeiten.
Na sua edição de Agosto, a Merian Madeira aborda diversos temas de interesse turístico ao longo de 132 páginas, dos quais se destacam o Funchal, a Flora da Madeira, os Passeios a Pé, o Porto Santo, a Gastronomia e a Pesca, e as Quintas da Madeira.
A publicação desta edição (imagem da direita) é o culminar de um esforço promocional por parte da Associação de Promoção da Madeira que, para além de ter financiado esta edição, organizou e apoiou a visita à Madeira de 7 jornalistas e fotógrafos envolvidos neste projecto.
A Merian é a única revista de turismo monotemática na Alemanha, sendo distribuída igualmente nos países vizinhos de língua alemã. Tem uma circulação mensal de 91.826 exemplares e uma audiência média de 900.000 leitores.

Bordado promovido no mais importante feira, em Nova Iorque


O Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM), em conjunto com uma empresa produtora/exportadora de bordado Madeira, volta a estar presente, uma vez mais, na feira mais reputada do sector têxtil nos Estados Unidos da América, a New York International Gift Fair (NYIGF). O evento, que se insere no âmbito do plano de promoção para o bordado Madeira, começou ontem e prolonga-se até a próxima quinta-feira.
A feira tem lugar no “Javits Convention Center” e é direccionada essencialmente para profissionais do sector têxtil, o que, neste mercado altamente competitivo, a qualidade e exclusividade do bordado Madeira são factores determinantes para o sucesso.
A representação madeirense neste evento é constituída por Rita Galvão, chefe de divisão de promoção do IVBAM, e por Joaquim Sá e Sousa, representante da empresa João Eduardo de Sousa, Lda, Joaquim Sá e Sousa.
O bordado Madeira está representado num stand de 16 m2, num projecto arrojado, numa fusão entre o contemporâneo e o clássico.
O projecto do stand aposta na qualidade dos materiais, materializado nos suportes de exposição, na estética, e no enquadramento do produto, posicionando-o num segmento de luxo.
Recorde-se que, desde Agosto de 2006, esta é a sexta vez que o bordado Madeira participa consecutivamente nesta feira. Com efeito, o mercado norte-americano é um mercado estratégico em termos promocionais considerando que tem vindo a liderar a tabela dos mercados de exportação do Bordado Madeira.
Esta acção promocional do bordado Madeira insere-se no âmbito do projecto co-financiado pelo Programa INTERVIR+PRIME a 70% – Promoção do Bordado Madeira e do Artesanato Regional.

A Madeira vista por dentro


Conhece a Madeira? Tem a certeza? Olhe que pode mudar de ideias. Basta que tire um dia para fazer um passeio por caminhos que não aqueles que utiliza no seu dia-a-dia para uma deslocação ao trabalho, à escola dos pequenos ou aos “shoppings” da cidade. Um dia destes, o JORNAL da MADEIRA “deixou-se levar” pela “True Spirit”, uma recente empresa composta por quatro sócios e que faz da sua missão principal, promover a beleza da ilha da Madeira, apostando em passeios de jipe e de bicicleta. Mas a True Spirit, que tem o lema “Your Adventure”, realiza também passeios a pé, “canyonning” e lições básicas de cavalo, através de parcerias com diversas outras entidades da Região. De qualquer forma, a grande aposta deste grupo de aventureiros é mesmo proporcionar um misto de passeios que proporcionam aos madeirenses e turistas, a possibilidade de contactarem com as zonas mais urbanas da Madeira e com as zonas mais rurais e pitorescas da nossa ilha num só dia, em apenas oito horas.
O programa oferecido é diferente consoante os dias e até conforme aquilo que o cliente quer, sendo que há agências de viagens a elaborarem o seu próprio trajecto para os seus clientes. No dia em que a nossa equipa de reportagem acompanhou a aventura por caminhos já antes visitados mas conhecidos por muito poucos, seguimos o trajecto do Cabo Girão, Ribeira Brava, Ponta do Sol, Lombo do Mouro, Pico da Urze, Fanal, Ribeira da Janela, Porto Moniz, Seixal, São Vicente, Serra de Água e Funchal. Mas a viagem não foi feita sempre pela via-rápida ou por estradas regionais. A aventura estendeu-se a caminhos com inclinação elevada, quase de cortar a respiração. Percorremos caminhos de terra batida e cheios de elevações e buracos, onde só os jipes podem ir. Caminhos fechados por portões para que as vacas não desçam até a civilização. Mas... comecemos pela primeira paragem.
Depois de “recolhidos” os clientes pelas unidades hoteleiras do Funchal e de realizada uma breve conferência com informação sobre o “trilho” a percorrer, fomos até ao segundo maior cabo do Mundo, que oferece uma vista incrível sobre Câmara de Lobos e Funchal. No nosso grupo, não havia madeirenses a não ser a nossa equipa de reportagem. Os turistas, todos eles de nacionalidade estrangeira, começaram, desde logo, por mostrar deslumbramento pela paisagem que tinham a seus pés. Daqui, partimos para a Ribeira Brava mas pela estrada regional. Ainda antes, descemos, a pique, o caminho do Aviceiro, o qual serve muitas casas localizadas longe da via-rápida e das estradas consideradas “normais”.
«Quem quer conhecer a Madeira tem de optar pelas vias secundárias. Não pode circular sempre na via-rápida», explicou João Bento, um dos sócios da empresa “True Spirit”, que foi o nosso “guia” neste dia de grande aventura. No caminho para a Ribeira Brava, João Bento contou, aos que nos acompanhavam na viagem, alguma informação sobre a ilha da Madeira, apontando, em particular, para as paisagens fantásticas que a mesma oferece. Já na Ribeira Brava, tomámos a via principal para a Ponta do Sol, onde houve oportunidade para conhecer, a pé, e durante 15 a 20 minutos, aquela vila.
Feito o pequeno passeio pelas principais artérias daquela freguesia que é também capital do concelho da Ponta do Sol, partimos para a parte do passeio que mais adrenalina causou a quem escolheu este programa. Subimos até o íngreme, apertado e assustador caminho do Jangão e, com a força do potente jipe, nem precisámos usar tracção ás quatro rodas. À medida que nos aproximávamos do céu, deixando para trás a baía da Ponta do Sol, encontrámos um acesso de terra batida, cheio de elevações, buracos e...vacas. Muitas vacas. Parte deste caminho, que vai terminar no Lombo do Muro, é fechado por portões para evitar que o gado desça até a civilização, como já se disse. Durante cerca de 15 minutos, os turistas gozaram de uma viagem que mais parecia um safari em plena Madeira. A beleza das paisagens oferecidas por este trajecto esteve sempre em destaque para aqueles que, de máquina fotográfica na mão, não quiseram perder uma oportunidade de registar o que viam para a posteridade.
Chegados ao Paúl da Serra, ainda houve um curto tempo de paragem em diversos locais pertencentes ao património mundial, como seja o exemplo do sítio das Lareiras, onde majestosas árvores, nevoeiro e chuva transformam o espaço “fantasmagórico”.
O almoço decorreu no Paúl da Serra, «no meio do nada», como referiu o “guia”. Logo depois, a equipa com destino ao Porto Moniz. Mas antes, parámos pelo percurso para fazer 15 minutos de uma levada com grau de dificuldade “zero”.A impressão positiva sobre a ilha ficou mais vincada no Porto Moniz, onde as piscinas naturais chamaram a atenção dos visitantes. De regresso ao Funchal, houve mais duas paragens. No Seixal e em São Vicente.

«Vi paisagens fantásticas»

Susanne Trautzsch, de nacionalidade alemã, foi uma das clientes deste percurso acompanhado pelo JORNAL da MADEIRA. Em declarações ao nosso jornal, esta turista disse-nos ser a primeira vez que está na Madeira e, embora tenha gostado deste destino para passar férias, não conseguiria cá viver. A justificação está no facto de considerar que seria incapaz de conduzir «montanha acima, montanha abaixo».«Como é que vocês conseguem andar nestas ruas?», questionava de vez em quando.
«Acho que aqueles que gostam de andar a pé e vivem nestas montanhas devem ter grandes dificuldades», referiu a rir. Susanne Trautzsch, que terminava um período de uma semana de férias na Madeira, não deixou contudo de referir que viu paisagens fantásticas, sobretudo no passeio que realizou por aquela empresa que quer mostrar aos madeirenses que há, na Região, recantos que mais se parecem com o paraíso.
Esta cliente achou que houve uma mistura de realidades e que, num só dia, ficou a conhecer um pouco do rural, do urbano, do norte e do sul da Madeira.
«Estou satisfeita. Também não tive tempo para pensar no que esperava ou no que não esperava. Contudo, vi paisagens bonitas que não vou esquecer. Só não gostei da chuva que apanhámos no Porto Moniz porque de chuva estou farta. No meu país, está sempre a chover e estou sempre a fugir dele», finalizou.

Madeirenses pouco conhecem a sua terra

Os madeirenses não conhecem ou pouco conhecem a sua terra. Esta a opinião de João Bento, sócio da “True Spirits”, o qual considera ser pena que muitos residentes façam sempre os mesmos percursos em dias de folga ou férias, esquecendo-se de vários programas na serra, no mar ou até mesmo nas cidades, como visitas aos museus, por exemplo.
«Acho que pelo menos no mês de férias, deviam aproveitar tanta coisa que há para ver na Madeira. Vocês têm paisagens fantásticas », diz-nos João Bento que, embora natural do Continente, vive na Madeira há uns anos, pela qual se apaixonou desde que saiu do avião no Aeroporto Internacional.
«É aqui que quero viver porque vocês têm tudo. Serras lindíssimas, mar, paisagens incríveis», adianta, não se cansado de elogiar muito daquilo que conhece na Região e que, no seu entender, a grande maioria dos madeirenses «não conhece».
João Bento que largou um projecto bastante diferente do actual para dedicar-se à Natureza, fala-nos um pouco do projecto da sua equipa que começou a trabalhar em 2007 com apenas uma carrinha e mais de 20 bicicletas. Desde então, a empresa foi- apesar de algumas dificuldades- crescendo devagarinho, sendo que agora proporciona passeios a pé, de bicicleta, de jipe e muitas outras actividades.
Para além do percurso que o JM acompanhou, são feitos muitos outros como seja o exemplo do que tem início no Funchal, passa pelo Poiso e Pico do Arieiro, Ribeiro Frio, Levada dos Balcões, Porto da Cruz e Ponta de São Lourenço. Quem realiza este percurso, almoça no Ribeiro Frio. Há ainda um outro passeio de um dia que começa no Funchal, passa pelo Cago Girão, São Paulo, Campanário, Encumeada, Paul da Serra, Rabaçal, Fonte da Pedra, Ribeira da Vaca, Ponta do Pargo, Calheta e Funchal.
Aquele grupo amante da Natureza proporciona também programas de meio dia, dando o exemplo daquele que começa no Funchal, passa pelo Cabo Girão, Fontinhas, Trompica, Jardim da Serra e Boca dos Namorados.
Os preços são de 41 euros para o dia inteiro e 31 euros para meio-dia. Os madeirenses têm desconto de 30 por cento.
Habitualmente, os passeios começam pelas 9 horas e terminam às 18 horas ou 18 horas e 30 minutos.

in Jornal da Madeira (Carla Ribeiro)

Funchal tem 13 protocolos de geminação com cidades do mundo


O município do Funchal tem 13 protocolos de geminação com igual número de cidades de todo o mundo. Inclui cidades dos continentes europeu, africano, americano, asiático e australiano.
São parcerias e colaborações que a Câmara Municipal do Funchal tem vindo a estabelecer por razões históricas e por serem locais de residência de muitos madeirenses.
Neste momento, a geminação mais antiga vem dos anos 70, e foi feita com a cidade de Oakland, na Califórnia, nos Estados Unidos da América.
Seguiu-se Honolulu, nos EUA, em 1979, Livingstone, na Zâmbia, em 1980, New Bedford, nos EUA, em 1984, Maui, EUA, em 1985, Capte Town, na África do Sul, em 1987, Santos, no Brasil, em 1988, Herzliya, em Israel, em 1991, Marrickville, na Austrália, em 1994, Fremantle, na Austrália, em 1996, Leichlingen, na Alemanha, em 1996, Praia, em Cabo Verde, em 2003, St. Helier, em Jersey, em 2008 e, Gibraltar, em 2009.

Oakland, a primeira (Estados Unidos da América)

Em relação a Oakland, o protocolo de geminação entre os municípios do Funchal e de Oakland foi assinado no início dos anos 70. No âmbito da geminação foi atribuído o nome da cidade americana a três artérias do Funchal: "Travessa de Oakland", "Rua Cidade de Oakland" e "Impasse 1 da Rua da Cidade de Oakland".
Oakland é uma cidade do EstadoNegrito Americano da Califórnia. Possui uma área de 145,2 km², 399.484 habitantes.

Honolulu (EUA)

No que toca a Honolulu, o protocolo de geminação foi assinado a 15 de Outubro de 1979. Honolulu é a maior cidade e capital do estado americano do Havai. Ocupa toda a ilha de Oahu. Tem uma área de 5 509 km² e 876.156 habitantes.

Livingstone (Zâmbia)

Quanto a Livingstone, o protocolo de geminação foi assinado a 25 de Setembro de 1980. Livingstone é uma cidade da Zâmbia, em África, localizada a 10 quilómetros de Victoria Falls.

New Bedford (EUA)

De novo no continente americano, a norte, temos New Bedford, cujo protocolo de geminação foi assinado a 4 de Julho de 1984. Nesse âmbito foi atribuído o nome da cidade a duas artérias no Funchal: "Rua Cidade de New Bedford" e "Travessa de New Bedford".
New Bedford é uma cidade localizada no estado americano de Massachusetts. A sua população é de 93.768 habitantes.

Maui (EUA)

Ainda no continente americano, temos a cidade de Maui, cujo protocolo de geminação foi assinado a 7 de Junho de 1985. No âmbito da geminação foi atribuído o nome da cidade a uma artéria no Funchal: "Rua Cidade de Maui". Maui, no Havai, tem uma população de 135.605 habitantes.

Cape Town ou Cidade do Cabo (África do Sul)

De regresso ao continente africano, temos Cape Town ou Cidade do Cabo, na África do Sul. O protocolo de geminação foi assinado a 2 de Julho de 1987. No âmbito da geminação foi atribuído o nome da cidade a uma artéria no Funchal: "Rua Cidade do Cabo".
Cape Town é a capital legislativa da África do Sul e a capital da província do Cabo Ocidental.

Santos (Brasil)

Na América do Sul, temos Santos, no Brasil. O protocolo de geminação foi assinado a 27 de
Outubro de 1988. No âmbito da geminação foi atribuído o nome da cidade Gémea a três artérias no Funchal: "Vereda da Cidade de Santos", "Rua Cidade de Santos" e "Impasse 3 da Rua Cidade de Santos".
Santos é um município localizado no litoral do estado de São Paulo. Abriga o maior porto da América Latina, que é a sua principal actividade económica, além do turismo e do comércio.

Herzliya (Israel)

Na Ásia, o Funchal tem um protocolo de geminação com Herzliya, em Israel. Foi assinado a 4 de Julho de 1991.
Herzliya é uma cidade do distrito de Tel Aviv. Tem uma área aproximada de 26 km2.

Marrickville (Austrália)

Mais longe, na Austrália, temos a cidade de Marrickville, cujo protocolo de geminação foi assinado a 1 de Junho de 1994. Marrickville é uma área de governo local na região Oeste de Sidney.

Fremantle (Austrália)

Ainda neste país temos a cidade de Fremantle, cujo protocolo de geminação foi assinado a 6 de Fevereiro de 1996. Fremantle é uma cidade australiana na região metropolitana de Perth, estado da Austrália Ocidental. Localiza-se a 19 km ao sudoeste do centro financeiro de Perth. A sua população aproximada é de 25 mil habitantes.

Leichlingen (Alemanha)

Na Europa, o Funchal assinou um protocolo de geminação com Leichlingen, na Alemanha. Foi rubricado a 26 de Março de 1996. No âmbito da geminação foi atribuído o nome da cidade a uma artéria no Funchal: "Rua de Leichlingen".Como curiosidade, registe-se que um dos principais portos do centro da cidade alemã tem o nome de Porto do Funchal.

Praia (Cabo Verde)

Seguindo a sequência dos anos em foram rubricados os protocolos de geminação, temos a cidade da Praia, em Cabo Verde. Foi assinado a 17 de Julho de 2003.
A cidade da Praia é a capital de Cabo Verde. Tem uma população de cerca de 90.000 habitantes e está localizada a sul da ilha de Santiago.

St. Helier (Jersey)

De regresso difinitivo à Europa, temos St. Helier, em Jersey. O protocolo de geminação foi assinado a 4 de Abril de 2008.Saint Helier é a maior cidade de Jersey. Tem uma população de cerca de 28.000 habitantes e é a capital da ilha, embora a sede de governo esteja situada em São Salvador.

Gibraltar

Finalmente, temos Gibraltar, entre todas, a cidade mais próxima do Funchal. O protocolo de geminação foi assinado a 13 de Maio de 2009. Gibraltar é um território britânico localizado no sul da Península Ibérica. Corresponde a uma pequena península.

Âmbito dos protocolos

Os últimos protocolos de geminação, concretamente St. Helier, em Jersey, e Gibraltar, concretizados com a actual vereação, tem havido uma preocupação em traduzir no papel o que se pretende na prática com estes acordos entre cidades amigas.
Neste sentido, vemos nos objectos deste protocolos, que se traduz numa cooperação e intercâmbio pretendem versar sobre todos os domínios considerados de relevante interesse para ambas as partes, designadamente cooperação económica e empresarial, turismo, ambiente e património, educação e formação profissional, fomento cultural e desportivo e organização de serviços municipais.

Funchal sem mais protocolos previstos a curto prazo

O vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal revelou que não estão previstos novos protocolos de geminação com qualquer cidade do mundo. Não porque não existam interessadas mas pelo que diz ser uma atitude de algum cuidado no sentido de não os fazer por fazer, mas antes porque tenham algum sentido. Sentido como aconteceu com os dois últimos, com a geminação com a cidade de St. Helier, em Jersey, pela ligação que existe em termos de comunidade madeirense que ali trabalha, e, Gibraltar, já este ano, pelos laços históricos resultantes do refúgio dos gibraltinos na Madeira durante a segunda guerra mundial.
Bruno Pereira sublinha que não faltam propostas de cidades para estabelecer protocolos. Diz mesmo que existem muitos pedidos e contactos estabelecidos com esse propósito, mas adianta que a edilidade tem deixado os processos em “banho-maria”, acabando uma parte por auto-excluir-se da lista. Contudo, não descuram o estudo, sem pressas, e a análise das possibilidades de estabelecer formas de colaboração que, um dia, possam evoluir, possivelmente, para um protocolo de geminação.

Como funcionam protocolos com as 13 cidades

O edil refere que não existe um guião a estipular o que cada cidade tem de cumprir quando estabelece uma pareceria com este teor, pelo que admite que acaba por ficar um pouco dependente das acções de cada cidade, e mais concretamente de cada município. Com a particularidade de terem de suportar as despesas inerentes. E, em tempo de “vacas magras”, a questão coloca-se com maior acuidade.
Em relação aos protocolos já estabelecidos, que são 13, o vice-presidente do município realça que aquele que funciona melhor é o da cidade de Leichlingen, na Alemanha, estabelecido em 1996. Ele próprio, recorda, começou com alguma familiaridade e cooperação entre as duas cidades, que acabou por evoluir para a geminação.
Com a cidade germânica Bruno Pereira frisa que existe um forte intercâmbio.
Por exemplo, refere que há um acordo de cooperação entre a Escola Secundária Francisco Franco e a Escola de Leichlingen, que se traduz no envio de alguns alunos de um estabelecimento para o outro num ano, e, o inverso no ano seguinte.
Um processo que diz ser facilitado em virtude de existirem verbas comunitárias para esse efeito, uma espécie de bolsa de estudo.
O protocolo com St. Helier, na ilha do Canal de Jersey, também funciona, segundo as suas palavras, com visitas recíprocas frequentes.
Fora do continente europeu, aponta o protocolo com a cidade da Praia, na ilha de Santiago, em Cabo Verde, onde sublinha a existência de uma situação de amizade estabilizada. Neste âmbito, recorda o convite e aceite ao presidente da Câmara Municipal do Funchal para participar nos festejos de aniversário da cidade. E, noutro plano, diz que têm vindo ao Funchal vereadores cabo-verdianos com om intuito de assimilarem conhecimentos e procedimentos.
Mais a sul, Bruno Pereira admite algum intercâmbio com Cape Town, ou Cidade do Cabo, na África do Sul.

Cidades mais longínquas com menos intercâmbios

De resto, no que respeita às demais cidades com as quais a capital da Madeira tem estabelecidos protocolos de geminação, há um contacto mais escasso, porque o contrário comporta muitos custos. Incluem-se nestes casos as longínquas cidades australianas de Marrickville e Fremantle, a de Santos, no Brasil, as norte-americanas de Oakland, Honolulu, New Bedford e Maui (no Havai), a cidade de Livingstone, na Zâmbia e a ciadde de Herzliya, em Israel.
Pelo que podemos analisar durante a recolha de dados para fazer este trabalho, embora admitamos que possam existir excepções, e talvez não tenhamos encontrado os links mais adequados, a verdade é que, ao contrário da Câmara Municipal do Funchal, que tem na sua página oficial na internet uma extensa descrição dos protocolos de geminação assim como uma grande informação das cidades “amigas”, não encontramos o mesmo nas cidades geminadas com o Funchal.

As cidades geminadas

Os Estados Unidos da América são o país com o qual o Funchal tem mais protocolos de geminção, quatro:

Oakland, EUA (início anos 70)
Honolulu, EUA (1979)
New Bedford, EUA (1984)
Maui, EUA (1985)


Com três cidades, temos África:

Livingstone, Zâmbia (1980)
Cape Town, África do Sul (1987)
Praia, Cabo Verde (2003)

e igualmente a Europa, com três:
Leichlingen, Alemanha (1996)
St. Helier, Jersey (2008)
Gibraltar, (2009)

Segue-se a Austrália, com duas:
Marrickville, Austrália (1994)
Fremantle, Austrália (1996)

No Brasil, há uma cidade:
Santos, Brasil (1988)

E, finalmente, na Ásia, Médio Oriente, há uma cidade:
Herzliya, Israel (1991).

Madeira é 4ª melhor ilha

A Madeira conquistou a quarta posição na eleição das Top 5 Islands in Europe, contemplada na nomeação World’s Best Awards’09 da prestigiada revista norte americana Travel & Leisure.
No passado dia 10 de Julho foram anunciados os resultados da 14.ª edição anual dos World’s Best Awards que se baseia num estudo efectuado às preferências dos leitores daquela revista. Além das melhores ilhas, são premiados ainda hotéis e cidades, entre outras categorias, cujos resultados estão já disponíveis online e serão publicados na edição escrita da Travel & Leisure de Agosto, disponível a partir do dia 24 de Julho.
Alcançando o 4.º lugar, a Madeira foi apenas superada pelas ilhas Eólicas, na Itália (1.º lugar), ilhas Dálmatas, na Croácia (2.º lugar) e Santorini, na Grécia (3.º lugar) A completar o top 5 ficaram as ilhas Cíclades, igualmente na Grécia.
Este é mais um reconhecimento da qualidade do destino Madeira, que vem juntar-se a outras nomeações, salientando-se a recente eleição da revista norte americana Condé Nast Traveller, que atribuiu à Madeira o sexto lugar no ranking das dez melhores ilhas europeias, de acordo com as preferências dos seus leitores.

Sata aproxima Madeira






A companhia aérea SATA, o Turismo de Portugal, a ANAM - Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira e a Associação de Promoção da Madeira assinaram três protocolos. Estes protocolos, rubricados a 17 de Julho, visam incrementar o fluxo de turistas para a Madeira e potenciar o seu desenvolvimento turístico, com as novas rotas Madeira–Copenhaga, Madeira–Estocolmo e reforço da rota Madeira–Paris.
Para o efeito, a SATA Internacional – Serviços e Transportes Aéreos, candidatou-se ao Programa de Incentivos: “initiative:pt”, cujos principais objectivos são o alargamento do número de frequências e do número de destinos servidos, bem como o apoio às companhias aéreas na fase de lançamento de novas operações.
Os mercados Dinamarquês, Sueco e Francês são considerados estratégicos para a Madeira e possuem enormes potenciais de crescimento sustentável. Os protocolos têm a duração de três anos e contemplam dois tipos de apoio: um fixo, exclusivamente para apoio a acções de marketing; e um variável, por passageiro, calculado em função do número de turistas entrados na Região Autónoma da Madeira em cada período IATA.
As novas rotas terão uma frequência semanal com um voo de cerca de 161 a 165 lugares.

sábado, 15 de agosto de 2009

Royal Garden recebe ForeSee Certificate















O hotel Savoy Gardens, do grupo Savoy Hotels & Resorts-Madeira, acaba de receber o “ForeSee Certificate”, uma certificação entregue pela empresa de consultadoria e certificação na área da higiene alimentar, Luso Cristal.
A distinção é o culminar de um processo que se iniciou com a remodelação completa e profunda do hotel e que decorreu durante o ano de 2008. Uma renovação que incluiu toda a estrutura de comidas e bebidas, abranmgendo a cozinha, a copa, o armazenamento, bem como restaurantes e bares.
Na fase seguinte, um grupo de funcionários destas secções recebeu formação intensiva nos princípios da higiene e segurança alimentar, tendo o processo culminado agora com esta certificação.

Para Graça Guimarães, directora-geral do grupo, nada termina aqui. Apenas começa, uma vez que os standards, mais do que nunca, "têm de estar perfeitamente apreendidos e terão de ser mantidos". Sublinha que esta é uma área importante adentro do serviço hoteleiro que o grupo presta e onde os operadores são, resultado dos tempos que correm, cada vez mais exigentes. Para além disso, a evolução é permanente o que obriga à adopção regular de novos procedimentos e padrões.

A Luso Cristal é a representante para Portugal da “Foresee Certificate”, que agora premiou o Savoy Gardens pela sua gestão e aplicação do programa HACCP.

De uma forma resumida este certificado proporciona redução dos riscos de intoxicações e toxiinfecções transmitidas pelos alimentos, consequente redução de queixas por parte dos clientes, melhor visualização e controlo da segurança alimentar, benchmarking externo e posicionamento competitivo, certificação externa independente e consistência global.
David Bungard, director-geral da Luso Cristal apadrinhou a entrega deste certificado que contou ainda com a presença da Administração e Direcção do grupo hoteleiro.

Ferry Atlântida cobiçado

O empresário luso-canadiano João Amaral, que recentemente formalizou uma proposta de compra do navio Atlântida, disse à Lusa que, mesmo que negócio não se concretize, irá regressar em breve aos transportes marítimos nos Açores.
João Amaral adiantou que desde Abril apresentou três projectos ao Governo açoriano com vista a dinamizar o sector dos transportes marítimos nos Açores, incluindo a oferta de compra do Atlântida, que é o mais recente.

"Se o Governo [açoriano] não assinar nada disso [das propostas feitas], eu compro só o [navio] de 113 metros, o novo Santo Amaro, para trabalhar nos Açores e vou para lá", declarou, apoiando-se num estudo económico que calcula um lucro anual de 1,5 milhões de euros para este barco.
A compra deste navio - com capacidade de 880 passageiros e 200 automóveis - orçará 20 milhões de euros, 30 por cento dos quais estão assegurados por João Amaral e os seus outros três sócios no Canadá, prevendo recorrer agora à banca para obter o financiamento restante.

Em 2008, chegou a solicitar a aprovação da Agência para a Promoção do Investimento dos Açores (APIA) do projecto de aquisição deste navio que se encontra na Alemanha, a fim de aceder a fundos comunitários, mas recebeu uma recusa definitiva em Abril passado.
Este novo navio constava das duas propostas feitas para um afretamento por parte Atlânticoline - empresa açoriana de capitais públicos que está incumbida do transporte marítimo de passageiros e de veículos no arquipélago.
Em Abril, este empresário açoriano enviou em nome da Cascata do Mar - Sociedade de Transporte Marítimo (a sua nova firma criada em 2008 em Angra do Heroísmo) à Atlânticoline uma proposta de aluguer de duas embarcações - um novo "Santo Amaro" e um catamarã (de 74 metros) - para operarem diariamente inter-ilhas durante quatro meses por ano por seis milhões de euros.
Apesar do interesse inicial da Atlânticoline quanto ao "Santo Amaro", que deu lugar a uma curta negociação, não obteve mais respostas desde finais de Abril.

A segunda proposta, entregue em meados de Junho, visava o afretamento do "Santo Amaro" e um outro de 60 metros, ficando este último com a missão de fazer ligações diárias em todo o arquipélago durante os 12 meses, no valor de 7,35 milhões de euros.
Até à data, João Amaral diz apenas ter recebido uma nota da directora regional dos Transportes Marítimos, na qual indica que a proposta está a ser analisada.
A compra dos dois barcos representava um esforço financeiro de 32 milhões de euros.
Com a intenção de regressar aos mares dos Açores, João Amaral "quer servir aquela gente, eles merecem", pois hoje "no século XXI, se não puderem pagar o avião, só podem viajar de barco três meses no ano".
Actualmente com 65 anos e em fase de aposentação no Canadá, possui em Toronto uma pequena empresa revendedora de caixas automáticas que fornece a instituições bancárias.

in Lusa

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Madeira com 89 propostas no Homelidays

O portal internacional Homelidays, líder europeu na categoria de “aluguer de casas de férias entre particulares na internet”, com 55 mil anúncios e uma média de 140 mil visitas por dia, tem na Madeira e no Porto Santo 89 propostas. Propostas que vão desde casas aos apartamentos, implantados por toda a Madeira e na “ilha dourada”.
São propostas de particulares que surgem como um produto alternativo à hotelaria tradicional e às unidades de turismo no espaço rural, que são, em termos concretos, muito semelhantes.
Pelo que vimos num olhar pelas cerca de 90 propostas verificamos que os preços começam pelos 250 euros e vão até aos 1.000 euros por semana.
Este último valor é a média em Portugal por semana (para uma média de acolhimento situada entre 8 a 10 pessoas).
Dos 2.793 alojamentos em Portugal anunciados actualmente no portal, a maioria são apartamentos junto à praia, essencialmente de tipologia T3 e T4, localizados maioritariamente no Algarve (Albufeira, Portimão, Lagos, Vilamoura e Tavira), seguido de Lisboa e depois Cascais.
Segundo um artigo Exame/Expresso, com a crise, este é um negócio em crescimento, associado a uma alternativa de turismo mais barata aos hotéis.
Mais adianta que são cada vez mais os portugueses que optam por passar fins-de-semana ou mesmo férias inteiras em casas alheias. Além disso, constata que também são cada vez mais os particulares que colocam a sua própria casa para arrendamento temporário quando não estão para conseguirem uma fonte de rendimento adicional.
Em termos funcionais, o sistema funciona sem intermediários. Entre a oferta e a procura está o portal, no qual é necessário proceder ao pagamento de um anúncio.
Este mesmo portal tem tido em Portugal os maiores crescimentos de negócio. Em 2008 duplicou as receitas dos referidos anúncios para 200 mil euros. E atingiu as 15 milhões de páginas visitadas.
Segundo a Marketest, foi o segundo portal turístico mais visitado, no qual estão inscritos cerca de 100 mil portugueses.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

São Tomé e Pestana juntos na solução para ilhéu das Rolas

O primeiro ministro são-tomense, Rafael Branco, afirmou hoje que o Governo pretende lançar com o grupo Pestana um programa social para melhorar as condições de vida dos habitantes do ilhéu das Rolas, onde o grupo gere um "resort".
A promessa de Branco foi feita esta manhã, durante uma visita ao ilhéu, na companhia dos ministros da Agricultura, Xavier Mendes, das Obras Públicas e Infra-esturutras, Benjamim Vera Cruz, da Administração Interna e Territorial, Raul Cravide, e do Comércio e Indústria, Celestino Andrade.
Sempre acompanhado pelo administrador do grupo Pestana, Pedro Martins, o primeiro-ministro contactou com elementos das cerca de 14 famílias que moram no ilhéu, muitas das quais manifestaram descontentamento com a sua situação e pediram ao primeiro-ministro que encontre forma de receberem uma recompensa para abandonarem o local.

Branco está agora reunido no local com a administração do grupo Pestana.
A ida do Governo ao Ilhéu das Rolas surge na esteira da visita, em Julho, de uma comissão parlamentar que teceu fortes críticas ao grupo Pestana pelas condições de vida dos habitantes, nomeadamente a falta de acesso a água ou iluminação, que teria como objectivo levá-los a abandonar o local.

Na sequência das acusações, que incluíam desrespeito pelos direitos humanos, o grupo Pestana manifestou a intenção de abandonar a exploração do empreendimento, propriedade da empresa Rotas de África, que gere sob concessão.
Hoje, Rafael Branco foi salomonico, reconhecendo validade tanto à situação do grupo Pestana como à dos moradores, e afirmou que pretende elaborar com a empresa um programa que aborde, nomeadamente, os problemas de carência de energia e água.
Pediu ainda a criação de uma comissão de moradores, composta por três pessoas, para manter diálogo com Governo.

in Lusa

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ITDT amplia formação na Madeira


O Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT) acaba de lançar um programa de formação na Madeira que tem como finalidade dotar as empresas e instituições daquela região de mecanismos e práticas que lhe permitam contrariar a actual conjuntura económica. Trata-se do The Best Practice Club, uma acção de investigação que analisa exaustiva e individualmente cada empresa e define, posteriormente, a implementação das melhores práticas internacionais à realidade do mercado nacional.
Inserido no MBA que está a decorrer no Funchal, e que resulta de uma parceria com a direcção regional da Madeira da Ordem dos Economistas, o programa de investigação aplicada visa reunir numa única base de dados as melhores práticas a nível nacional e internacional no sector empresarial da Madeira. Com esta ferramenta, o IPDT pretende proporcionar aos profissionais a aquisição de metodologias de trabalho e serviços ao nível das empresas de referência, num momento em que a economia atravessa um período de incerteza.
Numa primeira fase, é dirigido apenas aos quadros médios e superiores de organizações sedeadas ou a operar na região autónoma. Entre as entidades que marcaram presença na primeira edição do programa encontram-se o Grupo Pestana, o Grupo Sá, a Rota dos Cetáceos e os Portos da Madeira. Depois de caracterizarem pormenorizadamente cada instituição e o sector em que estão inseridas, os participantes procederam à definição da estratégia a implementar, concluindo o processo com as recomendações e sugestões a adoptarem com vista à obtenção do sucesso.

Timóeto Gonçalves: Madeira é santuário para o turismo nacional


A Halcon Viagens está a completar 10 anos com operação contínua para a Região Autónoma da Madeira. Desde 1999, até o corrente ano, a rede de agências de viagens liderada em Portugal pelo madeirense Timóteo Gonçalves conseguiu canalizar para a Madeira e para o Porto Santo cerca de 100 mil turistas nacionais, o que traduz uma média de 10 mil por ano e passageiros nacionais todos os dias.
São números que deixam Timóteo Gonçalves satisfeito, mas não o suficiente para baixar os braços porque está ciente que estamos perante uma conjuntura económica desfavorável onde há necessidade de navegar sem piloto automático para poder reajustar constantemente a rota. Um dos exemplos desta realidade aconteceu recentemente com a suspensão de um voo charter que tinha do Porto para o Porto Santo.
Com pouca procura no norte, optou por derivar a operação para Lisboa e redefinir o destino para a Madeira.
Timóteo Gonçalves diz que o Porto Santo, concretamente o mês de Agosto, está a praticar preços (que não quer classificar se são altos ou baixos) que não se encaixam nos valores que a crise permite suportar. Sublinha que ultrapassam as possibilidades médias das famílias portugueses.
No plano inverso, diz que as promoções oferecidas pela Madeira têm possibilitado o crescimento dos fluxos de Lisboa para a ilha.
O director-geral da Halcon Viagens acrescenta, a propósito, que a Madeira está a ser um santuário para os clientes que estavam a pensar ir para as ilhas espanholas. Refere que a gripe A e as bombas contribuem decisivamente para que optem pelos pacotes atractivos que o destino Madeira proporciona.
Contudo, deita água na fervura para quem possa pensar em vitórias. Isto porque, vinca muito bem, “não estamos numa altura para tirar ilações, conclusões ou fazer balanços”. Ao invés, sublinha que há que “aguentar firme” porque “estamos a falar de sobrevivência onde todos estão a tentar sair com o menor número de feridas possível”.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Bernardo Trindade: Madeira pode legislar lay-off para o Porto Santo

Bernardo Trindade diz estar de acordo com a criação de uma lei específica de “lay-off” para o Porto Santo e recorda, inclusivamente, que esta é uma medida que está já a ser aplicada no continente.
O secretário de Estado do Turismo, que se encontra de férias na ilha dourada, lembra que o programa de qualificação e emprego permite garantir que em regiões onde a sazonalidade é mais acentuada – como é o caso do Algarve ou do Porto Santo – o esforço de qualificação crescente que é feito aos quadros das empresas leve a que eles não vão desempenhar outra função noutra área de actividade.
«A circunstância de o Estado poder intervir no sentido de pagar a formação dos funcionários – no nosso caso, assumimos cerca de 90 por cento – num período de menor sazonalidade, mas pedindo às empresas e ao trabalhador que garantam as contribuições à Segurança Social, garante que num período de maior procura eles possam estar mais qualificados e a desempenhar melhor serviço. E desempenhando melhor serviço, as lógicas de procura, nomeadamente, o interesse pelos destinos aumenta».
Ainda sobre esta questão, o secretário de Estado lembra que «Governo e Parlamento regional têm autonomia para legislar sobre estas matérias, em função do interesse específico que a Madeira tem».

in Jornal da Madeira

Golfe no Porto Santo afirma-se

O Campo de Golfe do Porto Santo enfrenta o seu melhor ano de sempre desde a sua criação em Outubro de 2004. Comparando com os primeiros sete meses de 2009 com igual período de 2008, os números disponíveis indicam mais 1.600 jogadores (green fee). «O ano passado íamos com 4.711 e este ano já vamos nos 6.323 jogadores», confirmou ao JM Mário Silva, responsável por aquele espaço.

«É um número substancial, fruto também de todos os torneios que temos tido aqui, como o próprio Madeira Islands Open, assim como de influência dos campeonatos nacionais – tanto de amadores como profissionais – e para além disso de outras provas que temos tido e que em dado para que estes números possam subir», disse.
O número de jogadores estrangeiros também continua a subir. «Estamos com um aumento em relação ao ano passado superior a 400 jogadores», destacou. O italiano continua a ser o que mais procura o destino. «Em 2008, tivemos mais de 2.500 jogadores vindos de Itália contra pouco mais de 500 e tal alemães e os ingleses ligeiramente acima dos 400», afirmou. Ultimamente têm surgido outros jogadores do norte da Europa, nomeadamente, finlandeses, suecos e noruegueses.
A nível do mercado nacional, há também diferenças significativas para melhor, após dois anos de queda. «Este ano, conseguimos já bater os números de 2005 e 2006. Na atura andamos na casa os 4.200, mas este ano vamos já com 4.337, o que é extraordinário», salientou.
O número de sócios tem-se mantido e neste momento, o Golfe do Porto Santo conta com 256 associados. O número de não sócios é que continua a subir, registando-se mais 1000 green fee que no ano passado.
A maior baixa verifica-se ao nível do mercado madeirense. «Nós tínhamos uma adesão muito grande por parte dos turistas que iam ao Palheiro Golf e ao Santo da Serra e que normalmente vinham ao Porto Santo, fruto do acordo que tínhamos com a Porto Santo Line. A verdade é que vamos com uma baixa de quase 200 jogadores nestes primeiros sete meses».

Receitas de 200 mil satisfazem em pleno

Fruto do crescimento do número de jogadores, os primeiros sete meses de 2009 já apontam para receitas superiores a 200 mil euros. A própria loja de vendas tem de estar sempre bem fornecida. «O turista que vem gosta sempre de levar uma lembrança. Em relação ao ano passado, vamos neste momento com uma subida de praticamente quase 40 por cento de vendas em relação ao ano passado, o que é importantíssimo», disse.
Em termos regionais, mais concretamente, do Porto Santo, Mário Silva diz que este número é demonstrativo de que os empresários da ilha também ficaram a ganhar. «É importante dizer que, no fundo, quem ganha mais com o golfe é o Porto Santo. Se fizemos 200 mil, penso que lá fora ficou muito mais. Os turistas que vêm aí deixam receitas nos transportes, nos hotéis e nos restaurantes. Aliás, a vantagem de se fazer o campo no Porto Santo foi a de ajudar a economia da ilha. E é isso que tem sido feito. Por vezes, fazemos torneios em que ganhamos muito pouco em termos de green fee, mas sabemos que depois estes jogadores vão deixar dinheiro noutros locais, como os hotéis, os transportes, etc».
Mário Silva salienta que estas receitas no golfe têm sido possíveis, graças a uma campanha agressiva, com preços acessíveis, que permitem fazer com que o golfe possa ser usufruído por todos os que o desejem. «Muitos campos do continente têm vindo a baixar os preços, pelo que temos de criar aqui algumas condições. Assim, todos os sócios que vêm de campos do continente são abrangidos por protocolos, que lhes dão 30 por cento de desconto. Mas, depois, além disso, temos pacotes especiais, por exemplo, para quem aqui está uma semana, em que pagam quase menos 50 por cento de green fee. Por outro lado, é o campo mais barato para quem se quiser fazer sócio. Não se paga em nenhum campo do continente e muito menos da Madeira 400 euros por ano para poder jogar o ano inteiro. E sem jóia de entrada. Ou seja, é um campo para o povo poder jogar», afirmou.

Torneios para todos os gostos

Até final deste ano, são muitos os torneios que vão decorrer no Porto Santo. Só no mês de Agosto, são seis os torneios que estão agendados, com destaque para o segundo torneio de homenagem a João Sousa, profissional de golfe no Santo da Serra, que se disputa a 15. O ano passado inscreveram-se 90 jogadores, mas Mário Silva acredita ser possível ultrapassar esse número.
No dia seguinte, será a vez do apuramento para o “International Pairs”, prova em que o par vencedor tem direito a ir até ao Tróia Golf disputar a final nacional, que dará acesso à final mundial, na Escócia, em Outubro.
No fim-de-semana seguinte, surge a 22 um torneio patrocinado pela Edimade e a 23 um torneio de solidariedade apoiado pelo BANIF e pelo Algarve Masters. Esta prova vai apurar uma equipa do Porto Santo para se deslocar ao Algarve onde vai disputar o acesso ao Pro Am do Portugal Masters, a prova máxima do golfe em Portugal.
O mês de Agosto encerra com o Porto Santo Summer Holidays, a 29.
Em Setembro, logo no dia 5, surge o torneio da Expo Porto Santo, assim como o campeonato de Match Play. Mas há outras grandes provas agendadas até final do ano, como o 3.º Pro Am Itália, que este ano vai ter duas vertentes. «Na primeira semana de Novembro, vamos ter cá mais de 100 jogadores amadores italianos. E na semana seguinte, a prova principal, onde para além de contarmos com 35 a 40 jogadores profissionais, queremos trazer o maior golfista italiano que é o Constantino Rocca, que esteve cá no Open», revelou.
Para fechar o ano, três provas interessantes. Primeiro, o Torneio Insular, uma prova organizada pelo clube de arquitectos de Portugal, que vai fazer no Porto Santo a sua fase final. Para além disso, haverá o ArquiFar, a 29 e 30 de Novembro, um embate entre arquitectos e farmacêuticos. Outra prova de cartaz, será a do Clube de Golfe dos Médicos.

Noites de eventos


A noite de sábado para domingo contou com muitos eventos, mas a chuva que caiu copiosamente acabou por estragar a noite e até algumas iniciativas. Foi o caso do “Summer Festival”, organizado pela discoteca Challenger, que visava assinalar os seus 20 anos. Este evento contou com os DJ’s internacionais D.O.N.S. (Alemanha) e Gio di Leva (Itália), para além do português Da Fonseca e ainda Pedro Nóbrega, o actual residente da discoteca porto-santense.
Após a actuação do italiano, a organização viu-se forçada a terminar o evento, quando no recinto estavam pouco mais de 300 pessoas, algumas das quais não arredaram pé apesar da chuva.
Antes, na Praça do Barqueiro, decorreu o espectáculo “Tropicalíssimo Live”, o novo projecto de Mário Gil (Hot Dancers). Quanto ao Penedo do Sono, registou grande afluência, mas a chuva fez dispersar muitos dos “noctívagos”. Ouviram-se ritmos para todos os gostos, desde o “pimba” à “dance music”, não faltando ainda as festas temáticas. Ontem, a noite foi bem mais calma, mas a música regressou à Praça do Barqueiro, com os Amigos da Música. Esta noite, é a vez dos Nova Onda. O tempo não tem ajudado muito, sobretudo o vento. Mesmo assim, muitos são os que não dispensam a ida à praia. Entretanto, prepara-se afincadamente mais um arraial em honra de Nossa Senhora da Graça, a 15 de Agosto.

Summer Cup animou

No seguimento do seu calendário de provas, disputou-se ontem o “Torneio Porto Santo Summer Cup”, prova aberta a todos os participantes e que registou a aderência de mais de quatro dezenas de golfistas, na sua grande maioria visitantes em férias na ilha. Num dia marcado por algum vento, assistiu-se a algumas boas prestações, sobretudo dos jogadores da “casa” mais conhecedores das dificuldades do percurso, mas que foram surpreendidos pelo continental Vasco Correia, de Sintra, que terminou, com aquilo a que entre os golfistas se apelida de uma “pistolada”, com 42 pontos e vencendo o torneio. No 2.º lugar ficou um dos golfistas que melhor conhece o campo, Miguel Pereira que obteve uns muito bons 39 pontos, fruto de dois birdies e 8 pares de Campo. Na 3.ª posição, Pedro Leandro, que obteve apenas menos um ponto do que o 2.º classificado (38) e batendo o 4.º classificado também pela margem mínima, o alemão Harry Wedemeyer. Entre as senhoras presentes, mais uma vez impôs-se a porto-santense Fátima Silva, que apesar de não ter estado ao seu melhor, alcançou 31 pontos suficientes para vencer, batendo por apenas um ponto a britânica Valerie Roberts (30 pontos). Em terceiro ficou Margarida Bleck da Silva (Sintra). Nos prémios especiais, que se encontravam em disputa, mais uma vez vitória de Miguel Pereira, com um “imbatível” drive mais longo no buraco 8. A bola mais perto, no sempre difícil buraco 5, foi ganha por José Rosado.

Clube de golfe é necessário e pode estar para breve

Mário Silva destaca, vezes sem conta, que o Campo de Golfe é para ser usufruído por toda a população e não para as elites. A comprová-lo, está a acção desenvolvida recentemente junto de algumas de crianças carenciadas que residem em torno do campo. «Os pais não tinham possibilidades de ajudar. Assim, fizemos uma campanha entre os nossos sócios, que nos trouxeram tacos antigos que já não usavam e cada miúdo tem os seus próprios sacos e tacos. O próprio equipamento é oferecido pelos nossos sócios e temos já um grupinho formado. Aliás, na próxima quarta-feira, no Torneio Pitch & Putt, já vamos ter alguns desses jogadores», disse.
Mário Silva destaca mesmo que os mais jovens são uma aposta do Golfe. Neste momento, uma carrinha trata do transporte entre a escola e o campo, possibilitando assim que todas as crianças possam experimentar aquele desporto».
Mas, Mário Silva destaca que importante seria também a constituição de um clube de golfe na ilha. «Todos falam no mesmo. Há necessidade de termos um clube para levarmos o nome da terra lá fora. Penso que se pode concretizar em breve, mas isso também depende muito dos jogadores. Alguém tem de criar uma base, o que não é difícil. Por exemplo, porque não aproveitar o próprio Clube Desportivo Porto-santense que prevê nos seus estatutos a entrada do golfe nas várias modalidades?», conclui.

Operadores já reclamam segundo campo

Mário Silva diz que já se sente a necessidade de um segundo campo de golfe no Porto Santo. «Um jogador que aqui vem durante uma semana, ao fim desse tempo, fica cansado por estar sempre a jogar no mesmo local. Se tiver dois campos, pode fazer vários conjuntos de 9 buracos num lado e nove no outro. Isso é um facto. Aliás, a própria sociedade reconhece que há necessidade de o Porto Santo ter futuramente um segundo campo», disse o nosso interlocutor.
Os próprios operadores já fizeram sentir que é necessário avançar nesse sentido, embora Mário Silva recorde que, para já, existe sempre a alternativa do campo de pares 3. «Tem sido muito importante nesta fase. É um campo pequeno, que dá para jogadores que não têm muita evolução no golfe, mas que gostam de vir ali para treinar», disse.


in Jornal da Madeira (Celso Gomes)