
João Amaral adiantou que desde Abril apresentou três projectos ao Governo açoriano com vista a dinamizar o sector dos transportes marítimos nos Açores, incluindo a oferta de compra do Atlântida, que é o mais recente.
"Se o Governo [açoriano] não assinar nada disso [das propostas feitas], eu compro só o [navio] de 113 metros, o novo Santo Amaro, para trabalhar nos Açores e vou para lá", declarou, apoiando-se num estudo económico que calcula um lucro anual de 1,5 milhões de euros para este barco.
A compra deste navio - com capacidade de 880 passageiros e 200 automóveis - orçará 20 milhões de euros, 30 por cento dos quais estão assegurados por João Amaral e os seus outros três sócios no Canadá, prevendo recorrer agora à banca para obter o financiamento restante.
Em 2008, chegou a solicitar a aprovação da Agência para a Promoção do Investimento dos Açores (APIA) do projecto de aquisição deste navio que se encontra na Alemanha, a fim de aceder a fundos comunitários, mas recebeu uma recusa definitiva em Abril passado.
Este novo navio constava das duas propostas feitas para um afretamento por parte Atlânticoline - empresa açoriana de capitais públicos que está incumbida do transporte marítimo de passageiros e de veículos no arquipélago.
Em Abril, este empresário açoriano enviou em nome da Cascata do Mar - Sociedade de Transporte Marítimo (a sua nova firma criada em 2008 em Angra do Heroísmo) à Atlânticoline uma proposta de aluguer de duas embarcações - um novo "Santo Amaro" e um catamarã (de 74 metros) - para operarem diariamente inter-ilhas durante quatro meses por ano por seis milhões de euros.
Apesar do interesse inicial da Atlânticoline quanto ao "Santo Amaro", que deu lugar a uma curta negociação, não obteve mais respostas desde finais de Abril.
A segunda proposta, entregue em meados de Junho, visava o afretamento do "Santo Amaro" e um outro de 60 metros, ficando este último com a missão de fazer ligações diárias em todo o arquipélago durante os 12 meses, no valor de 7,35 milhões de euros.
Até à data, João Amaral diz apenas ter recebido uma nota da directora regional dos Transportes Marítimos, na qual indica que a proposta está a ser analisada.
A compra dos dois barcos representava um esforço financeiro de 32 milhões de euros.
Com a intenção de regressar aos mares dos Açores, João Amaral "quer servir aquela gente, eles merecem", pois hoje "no século XXI, se não puderem pagar o avião, só podem viajar de barco três meses no ano".
Actualmente com 65 anos e em fase de aposentação no Canadá, possui em Toronto uma pequena empresa revendedora de caixas automáticas que fornece a instituições bancárias.
in Lusa
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